INSTRUÇÕES
:
Teorias Pedagógicas Prof.
Dorival Brito
3
HISTÓRIA DAS
O PENSAMENTO PEDAGÓGICO:
IDÉIAS PEDAGÓGICAS
ORIENTAL
GREGO
ROMANO
MEDIEVAL
RENASCENTISTA
MODERNO
Teorias Pedagógicas Prof.
Dorival Brito
4
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS
O PENSAMENTO PEDAGÓGICO:
ILUMINISTA
POSITIVISTA
SOCIALISTA
ESCOLA NOVA
FENOMENOLÓGICO-EXISTENCIALISTA
2
Teorias Pedagógicas Prof.
Dorival Brito
5
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS
O PENSAMENTO PEDAGÓGICO:
ANTIAUTORITÁRIO
CRÍTICO
DO TERCEIRO MUNDO
1ª PARTE 2ª PARTE
BRASILEIRO
1ª PARTE 2ª PARTE
Teorias Pedagógicas Prof.
Dorival Brito
6
HISTÓRIA DAS IDÉIAS
PEDAGÓGICAS
Pensamento Pedagógico Grego
SÓCRATES
PLATÃO
ARISTÓTELES
Pensamento Pedagógico Oriental
LAO-TSÉ
TALMUDE
Pensamento Pedagógico Romano
CÍCERO
QUINTILIANO
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7
HISTÓRIA DAS IDÉIAS
PEDAGÓGICAS
Pensamento Pedagógico Renascentista
MONTAIGNE
LUTERO
OS JESUÍTAS
Pensamento Pedagógico Moderno
COMÊNIO
LOCKE
Pensamento Pedagógico Medieval
SANTO AGOSTINHO
SÃO TOMÁS DE AQUINO
Teorias Pedagógicas Prof.
Dorival Brito
8
HISTÓRIA DAS IDÉIAS
Pensamento Pedagógico Iluminista
PEDAGÓGICAS
ROUSSEAU
PESTALOZZI
HERBART
A REVOLUÇÃO FRANCESA
Pensamento Pedagógico Positivista
SPENCER
DURKHEIM
WHITEHEAD
3
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9
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS
Pensamento Pedagógico Socialista
MARX
LÊNIN
MAKARENKO
GRAMSCI
Pensamento Pedagógico da Escola Nova
DEWEY
MONTESSORI
CLAPARÈDE
PIAGET
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10
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS
Pensamento Pedagógico Fenomenológico-existentista
BUBER
KORCZAK
GUSDORF
PANTILLON
Pensamento Pedagógico Antiautoritário
FREINET
ROGERS
LOBROT
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11
HISTÓRIA
Pensamento Pedagógico CRÍTICO DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS
BOURDIEU-PASSERON
BAUDELOT-ESTABLET
GIROUX
PENSAMENTO PEDAGÓGICO
DO TERCEIRO MUNDO
1ª PARTE:
PENSAMENTO PEDAGÓGICO AFRICANO
CABRAL
NYERERE
FAUNDEZ
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12
PENSAMENTO PEDAGÓGICO DO
TERCEIRO MUNDO
2ª PARTE:
PENSAMENTO PEDAGÓGICO LATINOAMERICANO
FRANCISCO GUTIÉRREZ
ROSA MARIA TORRES
MARIA TERESA NIDELCOFF
EMILIA FERREIRO
JUAN CARLOS TEDESCO
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS
4
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13
PENSAMENTO PEDAGÓGICO BRASILEIRO
1ª PARTE:
PENSAMENTO PEDAGÓGICO BRASILEIRO LIBERAL
FERNANDO AZEVEDO
LOURENÇO FILHO
ANÍSIO TEIXEIRA
ROQUE SPENCER MACIEL DE BARROS
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS
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14
PENSAMENTO PEDAGÓGICO DO BRASILEIRO
2ª PARTE:
PENSAMENTO PEDAGÓGICO BRASILEIRO
PROGRESSITA
PASCHOAL LEMME
ÁLVARO VIEIRA PINTO
PAULO FREIRE
RUBEM ALVES
MAURÍCIO TRAGTENBERG
DERMERVAL SAVIANE
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS
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15
PENSAMENTO
PEDAGÓGICO
ORIENTAL
LAO-TSÉ:
A primeira
filosofia da vida.
TALMUDE:
A educação hebraica
É
escrito em duas versões principais, a do T. da Palestina (c. 200 d.C.) e
a do T. da Babilónia (c. 400 d.C.). Constam da Mishná ou texto
fundamental e da Gemara, seu comentário. O seu conhecimento é
importante para o diálogo com o Judaísmo.
o código das leis e tradições judaicas pós-bíblicas, passado a
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS
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16
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS
SÓCRATES:
A virtude pode ser
ensinada, se as idéias
são inatas?
PENSAMENTO
PEDAGÓGICO
GREGO
PLATÃO:
A educação contra
a alienação na
alegoria da caverna.
PLATÃO:
A educação contra
a alienação na
alegoria da caverna.
ARISTÓTELES:
A virtude está no
meio-termo.
5
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17
CÍCERO:
A virtude está na ação
CÍCERO:
A virtude está na ação
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS
QUINTILIANO:
Ensinar de acordo
com a natureza humana
QUINTILIANO
Ensinar de acordo
com a natureza humana
:
PENSAMENTO
PEDAGÓGICO
ROMANO
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18
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS
PENSAMENTO
PEDAGÓGICO
MEDIEVAL
SANTO AGOSTINHO:
A teoria da iluminação
SANTO AGOSTINHO:
A teoria da iluminação
SÃO TÓMAZ DE AQUINO:
O método escolástico
SÃO TÓMAZ DE AQUINO:
O método escolástico
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19
MONTAIGNE:
A Educação
Humanista.
LUTERO:
O Educação Protestante
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS
PENSAMENTO
PEDAGÓGICO
RENASCENTISTA
OS JESUÍTAS:
A
Ratio Studiorum
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20
PENSAMENTO
PEDAGÓGICO
MODERNO
COMÊNIO:
Nove Princípios
para uma
Educação
Realista.
COMÊNIO:
Nove Princípios
para uma
Educação
Realista.
LOCKE:
Tudo se aprende;
Não há idéias
inatas.
LOCKE:
Tudo se aprende;
Não há idéias
inatas.
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS
6
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21
ROUSSEAU:
O homem nasce bom
e a sociedade
PENSAMENTO o perverte.
PEDAGÓGICO
ILUMINISTA
PESTALOZZI:
Natureza e função
da Educação Popular.
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS
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22
PENSAMENTO PEDAGÓGICO ILUMINISTA
HERBART:
A prática da
reflexão metódica.
A REVOLUÇÃO FRANCESA:
O Plano Nacional
de Educação
.
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS
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23
PENSAMENTO
PEDAGÓGICO
POSITIVISTA
SPENCER:
Quais os conhecimentos
de maior valor?
WHITEHEAD:
A educação do ser útil
DURKHEIM:
A Sociologia e os fins da
Educação.
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS
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24
MARX:
A crítica da educação
burguesa.
MARX:
A crítica da educação
burguesa.
PENSAMENTO
PEDAGÓGICO
SOCIALISTA
LÊNIN:
A defesa de uma
Nova Escola Pública.
LÊNIN:
A defesa de uma
Nova Escola Pública.
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS
7
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25
MAKARENKO:
A Pedagogia da vida
do trabalho.
MAKARENKO:
A Pedagogia da vida
do trabalho.
PENSAMENTO
PEDAGÓGICO
SOCIALISTA
GRAMSCI:
A Organização
da Escola
e da Cultura.
GRAMSCI:
A Organização
da Escola
e da Cultura.
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS
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26
DEWEY:
Aprender fazendo – da
educação Tradicional
à Educação Nova.
DEWEY:
Aprender fazendo – da
educação Tradicional
à Educação Nova.
PENSAMENTO
PEDAGÓGICO DA
ESCOLA NOVA
MONTESSORI:
Métodos Ativos e
individuação do ensino.
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS
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27
CLAPARÉDE:
Educação
Funcional e
Diferenciada.
CLAPARÉDE:
Educação
Funcional e
Diferenciada.
PENSAMENTO
PEDAGÓGICO DA
ESCOLA NOVA
PIAGET:
Psicopedagogia e
Educação para a
ação.
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS
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28
BUBER:
A Pedagogia
do Diálogo.
BUBER:
A Pedagogia
do Diálogo.
PENSAMENTO PEDAGÓGICO
FENOMENOLÓGICO-EXISTENTISTA
KORCZAK: Como amar
uma criança.
KORCZAK:
uma criança.
Como amar
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS
8
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29
GUSDORF:
A relação mestre-discípulo.
PENSAMENTO PEDAGÓGICO
FENOMENOLÓGICO-EXISTENTISTA
PANTILLON:
As tarefas da Filosofia da Educação.
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS
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30
FREINET:
Educação pelo trabalho
e Pedagogia do bom senso.
PENSAMENTO PEDAGÓGICO ANTIAUTORITÁRIO
LOBROT:
Pedagogia Institucional e Autogestão Pedagógica.
ROGERS:
A Educação centrada
no estudante.
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS
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31
BOURDIEU-PASSERON:
A Escola e Reprodução Social.
PENSAMENTO PEDAGÓGICO CRÍTICO
BAUDELOT-ESTABLET:
A Escola dividida.
GIROUX: A teoria da
Resistência e da
Pedagogia Radical.
GIROUX:
Resistência e da
Pedagogia Radical.
A teoria da
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS Teorias Pedagógicas Prof.
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32
FAUNDEZ:
A Educação de Adultos.
PENSAMENTO PEDAGÓGICO DO TERCEIRO MUNDO
CABRAL:
A Educação como Cultura.
NYERERE:
Educação para a autoconfiança.
1ª PARTE: PENSAMENTO PEDAGÓGICO AFRICANO
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS
9
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33
PENSAMENTO PEDAGÓGICO DO TERCEIRO MUNDO
2ª PARTE: PENSAMENTO PEDAGÓGICO LATINO-AMERICANO
ROSA MARIA TORRES:
A Alfabetização popular.
MARIA TERESA NIDELCOFF:
A Formação do Professor-povo.
FRANCISCO GUTIÉRREZ:
A Pedagogia da Comunicação.
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS
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34
PENSAMENTO PEDAGÓGICO DO TERCEIRO MUNDO
2ª PARTE: PENSAMENTO PEDAGÓGICO LATINO-AMERICANO
EMILIA FERREIRO:
O Construtivismo.
EMILIA FERREIRO:
O Construtivismo.
JUAN CARLOS TEDESCO:
A autonomia da Escola.
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS
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35
FERNANDO AZEVEDO:
O Projeto Liberal
PENSAMENTO PEDAGÓGICO BRASILEIRO
1ª PARTE: PENSAMENTO PEDAGÓGICO BRASILEIRO LIBERAL
LOURENÇO FILHO:
A reforma da Escola
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS
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36
ANÍSIO TEIXEIRA:
Uma Nova Filosofia da Educação.
PENSAMENTO PEDAGÓGICO BRASILEIRO
1ª PARTE: PENSAMENTO PEDAGÓGICO BRASILEIRO LIBERAL
ROQUE SPENCER
MACIEL DE BARROS:
A Reforma do Sistema.
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS
10
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37
PAULO FREIRE:
A Pedagogia do Oprimido.
PENSAMENTO PEDAGÓGICO BRASILEIRO
2ª PARTE: PENSAMENTO PEDAGÓGICO BRASILEIRO PROGRESSITA
PASCHOAL LEMME:
Educação Política x Instrução.
ÁLVARO VIEIRA PINTO:
O caráter Antropológico da Educação.
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS Teorias Pedagógicas Prof.
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38
MAURÍCIO TRAGTENBERG:
Educação Libertária.
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS
RUBEM ALVES:
O Prazer na Escola.
PENSAMENTO PEDAGÓGICO BRASILEIRO
2ª PARTE: PENSAMENTO PEDAGÓGICO BRASILEIRO PROGRESSITA
DERMERVAL SAVIANE:
A especificidade da
Prática Pedagógica.
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39
HISTÓRIA DAS IDÉIAS
PEDAGÓGICAS
DOCUMENTOS e TEÓRICOS
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40
LAO-TSÉ
Lao
nomes chineses e indica “idoso”, “maduro”, “sabio”, “espiritualmente adulto”.
Pode-se transliterar Lao-Tsé por “jovem sábio”, “adolescente maduro”.
significa “criança”, “jovem, “adolescente”. Tsé é sufixo de muitos
Lao-Tsé
vida – cerca de 40 anos – na corte Imperial da China, trabalhando como
historiador e bibliotecário. Tinha grande familiaridade com a situação política
do Império. Por isso, às vezes, faz lembrar
revelam as intrigas e a corrupção das cortes européias de seu tempo. Como
o grande escritor britânico,
aponta o caminho para sua regeneração.
Na meia-idade,
floresta a segunda metade de sua vida, estudando, meditando, auscultando a
voz da intuição cósmica. Registrou essas experiências no livro
Finalmente, como cerca de 80 anos, cruzou a fronteira ocidental da China e
desapareceu, sem deixar vestígio de sua vida ulterior. Conta a lenda que, ao
cruzar a fronteira, encontrou-se com o guarda da divisa que lhe pediu um
resumo de sua filosofia. Então,
que continha a essência do que conhecemos sobre ele hoje: o
viveu por volta do século VI a.C. Passou a primeira metade de suaShakespeare, cujos dramasLao-Tsé verbera o descalabro dos governos eLao-Tsé, abandonou a corte imperial. Como eremita, viveu naTao Te King.Lao-Tsé, entregou um pequeno manuscritoTao Te King.
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS – Moacir Gadotti
PENSAMENTO PEDAGÓGICO ORIENTAL
11
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41
TALMUDE: A EDUCAÇÃO HEBRAICA
O
escolas, os estudos baseavam-se na Bíblia. As matérias estudadas – história,
geografia, aritmética, ciências naturais – se relacionavam com os textos bíblicos e se
impregnavam de preceitos morais.
O principal manual do povo hebreu era o TORA, também chamado Pentateuco
porque reunia os cinco livros de Moisés. Moisés, homem essencialmente religioso e
líder do êxodo no Egito, exerceu muita influência na mentalidade judaica.
O ensino era sobretudo oral. A repetição e a revisão constituíam os processos
pedagógicos básicos. Mais do que a Bíblia, outro livro sagrado dos judeus – o
Talmude – contém os preceitos básicos para a educação judaica: as tradições,
doutrinas, cerimônias, etc. O Talmude foi redigido no séc. II, existindo dele duas
versões. Ele representava o código religioso e civil dos judeus, que não aceitavam
Cristo. O Talmude aconselha os mestres a repetir até quatrocentas vezes as noções
mal compreendidas pelos alunos. A disciplina escolar recomendada era mais amena
do que a da Bíblia. Para o Talmude, a criança deve ser punida com uma mão e
acariciada com a outra. Já a Bíblia dizia que a vara, a repreensão, o castigo dão
sabedoria à criança. A Bíblia não menciona escola elementar, mas o Talmude sim:
“depois dos seis anos, levá-lo à escola e carrega-o como um boi”. Essa passagem
indica claramente que o ensino hebraico era conteudista, enchendo a criança de
trabalhos.
traço predominante da educação hebraica era o idealismo religioso. Em todas as
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS – Moacir Gadotti
PENSAMENTO PEDAGÓGICO ORIENTAL
Teorias Pedagógicas Prof.
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42
SÓCRATES: (469-399 a.C)
Filósofo grego nascido em Atenas, foi considerado o mais espantoso
fenômeno pedagógico da história do Ocidente. Sua preocupação como
educador, ao contrário dos sofistas, não era de adaptação, a dialética
retórica*, mas despertar e estimular o impulso para a busca pessoal e a
verdade, o pensamento próprio e a escuta da voz interior.
Não os interessava os honorários das aulas, mas o diálogo vivo e amistoso
com seus discípulos. Sócrates acreditava que o autoconhecimento é o
início do caminho para o verdadeiro saber. Não se aprende a andar nesse
caminho com o recebimento passivo de conteúdos oferecidos de fora, mas
com a busca trabalhosa que cada qual realiza dentro de si.
Sócrates foi acusado de blasfemar contra os deuses e de corromper a
juventude. Foi condenado à morte e, apesar da possibilidade de fugir da
prisão, permaneceu fiel a si e à sua missão.
Não deixou nada escrito. O que herdamos foi o testemunho de seus
contemporâneos, especialmente do seu discípulo mais importante, Platão.
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS – Moacir Gadotti
PENSAMENTO PEDAGÓGICO GREGO
Teorias Pedagógicas Prof.
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43
PLATÃO: (427-347 a. C.)
Principal discípulo de Sócrates e mestre de Aristóteles, foi um
Importante filósofo. Nascido em Atenas, de uma família nobre, esteve em
contato com as personalidades mais importantes de sua época.
Das várias obras que deixou, destacam-se:
Banquete, Sofista, Leis.
educação: retirar o “olho do espírito” enterra no grosseiro pantanal, em
constante mutação, e fazê-lo olhar para a luz do verdadeiro ser, do divino;
passar gradativamente da percepção ilusória dos sentidos para a
contemplação da realidade pura e sem falsidade. Para ele, só com o
cumprimento desta tarefa existe educação, a única coisa que o homem
pode levar para a eternidade. Para que se alcance este objetivo “converter”
a alma, encarar a educação como “arte de conversão”.
Em sua utópica República todas as mulheres deveriam ser comuns a todos
os homens. Para ele as autoridades do Estado deveriam decidir quem
geraria os filhos, quando, onde e quantas vezes. Estas e outras teses
controversas da obra de Platão não conseguem obscurecer sua
contribuição para a concepção do homem Ocidental e da Educação.
PENSAMENTO PEDAGÓGICO GREGO
República, Alegoria da caverna,Através delas, formula a tarefa central de toda
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS – Moacir Gadotti
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44
Teorias Pedagógicas Prof.
ARISTÓTELES: (384-322 a. C.)
É
sistematizador de toda a Antiguidade.
Nascido na Macedônia, ingressa com 17 anos na Academia de Atenas,
onde permanece estudando e ensinando durante 20 anos, até a morte de
seu mestre, Platão.
Contrário ao idealismo de seu mestre, Aristóteles prega de maneira realista
que as idéias estão nas coisas, com sua própria essência. É também realista
em sua concepção educacional; expõem três fatores principais que
determinam o desenvolvimento espiritual do homem: “disposição inata,
hábito e ensino”. Com isso, mostra-se favorável a medidas educacionais
“condicionantes” e acredita que o homem pode tornar-se a criatura mais
nobre, como pode tornar-se a pior de todas, que aprendemos fazendo, que
nos tornamos justos agindo justamente.
PENSAMENTO PEDAGÓGICO GREGO
com Platão, um dos mais geniais filósofos gregos e o maior
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS – Moacir Gadotti
12
Teorias Pedagógicas Prof.
Dorival Brito
45
MARCOS TÚLIO CÍCERO (106-43 a.C.):
Orador e político romano, nasceu em Arpino, cidade do Lácio onde sua família tinha
uma propriedade rural. Aos 10 anos foi enviado a Roma para completar sua
educação. A prendeu então literatura grega e latina, além da retórica, com os melhores
mestres da época. Tinha como mestres Múcio Cévola, em Direito; Fedro, Diota e Filo, em
Filosofia. Aprofundou-se no conhecimento das leis e doutrinas filosóficas. Em 84 a.C.,
escreveu sua primeira obra,
Aos 25 anos de idade ingressou na vida forense. Em 75 a.C. Cícero foi nomeado questor
da Sicília. Contra Verres, Cícero compôs seus famosos discursos, jamais pronunciados,
reunidos sob o nome de
orador, vendo crescer seu prestígio. Sua ambição era chegar a consulado. Fez todo o
possível para galgar os cargos políticos, conseguindo obtê-los um a um. Atinge o
consulado em 63 a.C. Num momento de crise da República, Cícero entrou em desacordo
com César e Públio Clódio, que mandava matar quem discordasse de seu poder. Cícero
se afastou da vida pública. Mais tarde ao formar o segundo Triunvirato com Otávio e
Lépido, Cícero foi assassinado em Fórmia. Sua cabeça e suas mãos ficaram expostas no
Fórum.
Sua obra compreende discursos, tratados filosóficos e retóricos, cartas e poemas. Cícero é
considerado o maior dos prosadores romanos e o que mais influenciou os oradores
modernos.
De inventione, onde apresentou sua teoria sobre a retórica.Verrinas (70 a.C.). Aproximou-se então do auge a vida política do
PENSAMENTO PEDAGÓGICO ROMANO
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS – Moacir Gadotti
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46
Teorias Pedagógicas Prof.
MARCOS FÁBIO QUINTILIANO - p
or volta de 35- depois de 96.
Nasceu em Calagurris, Espanha. Estudou retórica e lecionou em Roma
durante 20 anos. Nos últimos anos de sua vida, dedicou-se a botar por
escrita a sua rica experiência, na famosa obra
livros, sobre a educação do orador. Nela Quintiliano não se limita à
didática e à metodologia da retórica. Trata do problema do talento, das
tarefas do educador e do professor, do estilo correto de ensino e de
educação e de inúmeras questões pedagógicas.
Defendia o ideal educacional da eloqüência perfeita. Tinha em mente um
homem ao mesmo tempo eloqüente e sábio. Não se contentava com um
homem apenas eloqüente, que poderia defender-se ou responsabilizarse
pessoalmente por aquilo que defendia. Também não lhe bastava um
indivíduo apenas sábio: era necessário que fosse eloqüente.
Instituto oratória, em doze
PENSAMENTO PEDAGÓGICO ROMANO
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS – Moacir Gadotti
Teorias Pedagógicas Prof.
Dorival Brito
47
SANTO AGOSTINHO (354-430):
N
estudos, lecionou retórica em Tagaste, Cartago, Roma e Milão. No
campo filosófico seguiu outras linhas, como o ceticismo, até ser
conquistado pelo cristianismo e batizado junto com o seu filho, que
nasceu quando Agostinho tinha 18 anos. Seu filho Adeodato, morreu com
17 anos. Agostinho foi ordenado sacerdote e, mais tarde, sagrado bispo
em Hipona. Morreu nessa cidade, quando os vândalos a assediaram.
Agostinho foi grande pensador e sutil psicólogo. Mas destacou-se
sobretudo como o mais importante filósofo e teólogo, no limiar entre a
Antiguidade e a Idade Média. Entre as suas obras pedagógicas encontrase
uma que foi chamada de “O livro da revolta”, cujo título é O mestre.
Dentro da tradição platônica, Agostinho redigiu-a em forma de diálogo
entre ele e o seu filho. Nela defendeu a idéia de que, como toda a
necessidade humana, também a aprendizagem, em última instância, só
pode ser satisfeita por Deus. Em sua pedagogia, recomendou aos
educadores jovialidade, alegria, paz no coração e às vezes também
alguma brincadeira.
asceu em Tagaste, parte oriental da atual Argélia. Depois de concluir os
PENSAMENTO PEDAGÓGICO MEDIEVAL
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS – Moacir Gadotti
Dorival Brito
48
Teorias Pedagógicas Prof.
SÃO TOMÁS DE AQUINO (1224 OU 1225-1274):
N
Aquino, foi obrigado a fugir para ingressar na ordem de São Domingos,
pois seu pai era contrário à escolha pelo movimento das ordens
mendicantes. Terminou os estudos em Paris, onde conheceu seu mestre
Alberto Magno. Aos 27 anos, tornou-se professor universitário.
Tomás foi canonizado, elevado a doutor da Igreja e declarado patrono
de todas as escolas católicas. Com vida de bastante perigrinação,
geralmente viajando a pé visitou várias cidades, nas quais não
permaneceu mais de três anos. Morreu a caminho do Concílio de Lion,
na França.
Deixou uma obra imensa. Foi filósofo, teólogo, um dos mais ativos
Organizadores dos estudos, reformador dos programas de ensino,
fundador de escolas superiores mas, acima de tudo, professor.
Seguia e pregava os seguintes princípios: evitar a aversão pelo tédio e
despertar a capacidade de admirar e perguntar, como início do autêntico
ensino.
asceu num castelo na região de Napoles. Filho mais novo do conde de
PENSAMENTO PEDAGÓGICO MEDIEVAL
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS – Moacir Gadotti
13
Teorias Pedagógicas Prof.
Dorival Brito
49
MICHEL MONTAIGNE (1533-1592):
N
educação foi confiada a um humanista alemão. Estudou direito e
durante alguns anos exerceu a função de conselheiro parlamentar
em Bardeaux. Mais tarde tornou-se prefeito deste lugar por 4
anos. Dedicou o resto da sua vida as atividades literárias.
Com seus pensamentos sobre educação, Montaigne pode ser
considerado um dos fundadores da pedagogia da Idade Moderna.
Queixou-se só de trabalhar com a memória, deixando vazias a
razão e a consciência. Desejou um homem flexível, aberto para a
verdade. Criticou duramente o brutal estilo de educação de sua
época.
asceu no castelo de Montaigne, perto de Bardeaux. Sua
PENSAMENTO PEDAGÓGICO RENASCENTISTA
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS – Moacir Gadotti
Dorival Brito
50
Teorias Pedagógicas Prof.
MARTINHO LUTERO (1483-1546):
Foi líder da Reforma – movimento religioso que levou ao
nascimento do protestantismo. Lutero nasceu e morreu na
Saxônia. Recebeu o grau de mestre em filosofia na universidade
de Erfurt (1505). Iniciou, então, estudos de direito, interrompidos
quando ingressou no convento dos agostinianos dessa mesma
cidade. Em 1507 foi ordenado sacerdote. Doutorou-se em teologia
e foi designado professor de teologia em Winttenberg, cargo que
manteve para o resto da sua vida.
Em 1517, com a intenção de arrecadar fundos para a conclusão da
suntuosa Basílica de São Pedro, o papa Leão X encarregou o
monge dominicano Tetzel de oferecer indulgências (perdão dos
pecados) a todos os que oferecessem polpudos donativos à Igreja.
Contra isso se insurgiu Lutero. A venda das indulgências forneceu
a ocasião para a ruptura.
PENSAMENTO PEDAGÓGICO RENASCENTISTA
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS – Moacir Gadotti
Leia mais…
Teorias Pedagógicas Prof.
Dorival Brito
51
Lutero atacou o inquisidor Tetzel e refugiou-se em Wittenber.
Não tardou a traduzir as conseqüências de seus princípios e negou
sucessivamente a autoridade do papa, a hierarquia, o celibato dos
padres, os votos monásticos, o culto aos santos, o purgatório e a
missa. Excomungado em 1520, queimou a bula do papa em praça
pública. A venda das indulgências forneceu a ocasião para a ruptura.
Traduziu a Bíblia para o alemão, colocando-a à altura dos menos
letrados. Passando do terreno puramente religioso ao social, através
de panfletos, incutiu nos camponeses a rebeldia contra o pagamento
de impostos que a Igreja cobrava e contra as opressões dos senhores
feudais. Essa campanha resultou numa guerra civil em que os
camponeses estavam empenhados. A contenda devorou a vida de 100
mil pessoas de ambos os lados. Nessa época apareceram os primeiros
protestantes. As cidades do Império reclamavam o direito das minorias
que adotaram a Reforma. Queriam a liberdade de consciência contra a
imposição do credo das maiorias católicas.
MARTINHO LUTERO (continuação
)
PENSAMENTO PEDAGÓGICO RENASCENTISTA
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52
OS JESUÍTAS:
quase todo o mundo, incluindo o Brasil. Chegaram aqui em 1549, foram
expulsos em 1759 e retornaram em 1847. Até hoje a educação tradicional
os defende.
A ordem dos jesuítas foi fundada em 1534 pelo militar espanhol INÁCIO
DE LOYOLA ( 1491-1556) com o objetivo de consagrar-se à educação da
juventude católica. Seguia os princípios cristãos e insurgia-se contra a
pregação religiosa protestante. O criador da Companhia de Jesus
imprimiu uma rígida disciplina e o culto da obediência a todos os
componentes da ordem.
A
dos jesuítas. Representa o primeiro sistema organizado da educação
católica. Ela foi promulgada em 1599, depois de um período de
elaboração e experimentação. A educação dos jesuítas destinava-se à
formação das elites burguesas, para prepará-las a exercer a hegemonia
cultural e política. Eficientes na formação das classes dirigentes, os
jesuítas descuidaram completamente da educação popular.
a pedagogia dos jesuítas exerceu grande influência emRatium Studiorum é o plano de estudos, de métodos e a base filosófica
PENSAMENTO PEDAGÓGICO RENASCENTISTA
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JOÃO AMÓS COMÊNIO (1592-1670):
E
educacional que até hoje não foi superado, foi pioneiro do ecumenismo.
Estudou teologia e ocupou a reitoria de um colégio, antes de ser
ordenado padre. Vítima da Guerra dos Trinta Anos, passou grande parte
de sua vida no exílio, primeiro na Polônia, onde foi bispo, mais tarde na
Suécia, na Prússia e na Holanda, onde veio a falecer.
ducador tcheco, nasceu na Morávia. Criador de um sistema
S
com seu otimismo realista Comênio influenciou as pedagogias das
épocas posteriores, fortalecendo a convicção de que o homem é capaz
de aprender e pode ser educado. Seu trabalho está registrado em vários
livros, entre os quais:
a generalização do ensino, subordinado a um órgão de controle
universal, como meio de pôr fim às guerras;
uperando definitivamente o pessimismo antropológico da Idade Média,Pródromus da Ponsofia, de 1630, na qual defendePorta aberta das Línguas,
de 1631, onde apresentou um novo método de ensino do latim por meio
de ilustrações e lições objetivas, que foi logo traduzido em 16 línguas;
grande didática
educação utilizando os mesmos métodos das ciências físicas.
A, de 1633, em que faz uma tentativa de criar a ciência da
PENSAMENTO PEDAGÓGICO MODERNO
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As teorias educacionais de Comênio surpreendem pela atualidade.
Defendeu-se nelas uma educação que interpretasse e alargasse a
experiência
ensino da religião e da ética. O currículo, além das matérias
citadas, incluía música, economia, política, história e ciência. Na
prática de ensino, Comênio foi o pioneiro na aplicação de métodos
que despertassem o crescente interesse do aluno.
de cada dia e utilizasse os mios clássicos, como
JOÃO AMÓS COMÊNIO (continuação
)
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JOHN LOCKE (1632-1704):
F
fronteiras de sua pátria. Locke estudou filosofia, línguas antigas e
medicina. A situação política da Inglaterra abrigou-o a exilar-se na
Holanda. Ao regressar, publica a sua principal obra filosófica,
sobre o entendimento humano,
educação.
Com seu estudo do entendimento humano, Locke marca o início do
Iluminismo, que vê a razão como condutora do homem. Para ele, não
há dúvida de que o fundamento de toda virtude está na capacidade de
renunciar à satisfação dos nossos desejos, quando não justificados pela
razão.
undou a moderna educação inglesa, cuja influencia ultrapassou asEstudoe logo depois seu Pensamento sobre a
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JEAN-JACQUES ROUSSEAU (1712-1778):
Filósofo e escritor, nasceu em Genebra, na Suíça, e morreu na França. Nasceu
protestante, tornou-se católico e retornou ao protestantismo.
Segundo SUCHODOLSKI (1907-1992), pedagogia de Rousseau representou a
primeira tentativa radical e apaixonada de oposição fundamental à pedagogia da
essência e de criação de perspectivas para uma pedagogia da existência.
A obra
e assim permaneceu até os nossos dias. Nela o autor pretendeu provar que “é bom
tudo que sai das mãos do criador da Natureza e tudo degenera nas mãos do
homem”. Portanto, pregou que seria conveniente dar à criança a possibilidade de
um desenvolvimento livre e espontâneo. O primeiro livro de leitura deveria ser o
Emílio de Rousseau tornou-se o manifesto do novo pensamento pedagógico
Robinson Crusoé
um tratado de educação natural.
A educação, segundo ele, não devia ter por objetivo a preparação da criança com
vista ao futuro nem a modelação dela para determinados fins: devia ser a própria
vida da criança. Mostrava-se, portanto, contrário à educação precoce. Era preciso
ter em conta a criança, não só porque ela é o objeto da educação – o que a
pedagogia da essência também se dispunha a fazer – mas porque a criança
representa a própria fonte da educação.
As aventuras amorosas de Rousseau sempre terminavam mal. Teve cinco filhos que
confiou a um internato, terminando por jamais se encontrar com eles. No final da
vida a dor do abandono o levou a um complexo de perseguição e à loucura.
(escrito por Daniel Defoe, em 1719), que o filósofo considerava
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JOHANN HEINRICH PESTALOZZI
: (1746-1827)
Educador suíço nasceu em Zurique. Desde os tempos de estudante participou
de movimentos de reforma social. Em 1774 fundou um orfanato onde tentou
ensinar os rudimentos de agricultura e de comércio, iniciativa que fracassou
poucos anos depois.
Publicou um romance em quatro volumes, bastante lido na época, intitulado
Leonardo e Getrudes
moral e social. Quando a cidade de Stans foi tomada durante a invasão
napoleônica de 1798. Pestalozzi reuniu algumas crianças abandonadas e
passou a cuidar delas nas mais difíceis condições.
Em 1805, fundou o famoso internato de Yverdon, que durante seus 20 anos de
funcionamento foi frequentado por estudantes de todos os países da Europa.
O currículo adotado dava ênfase na atividade dos alunos: apresentava-se no
início objetos simples para chegar aos mais complexos; partiacia-se do
conhecido para o desconhecido, do concreto para o abstrato, do particular para
o geral. Por isso, as atividades mais estimuladas em Yvedon eram desenho,
conto, educação física, modelagem, cartogafia e atividades ao ar livre.
, no qual delineava suas idéias sobre reforma política,
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JOHANN HEINRICH HERBART: (1776-1841)
Filósofo, teórico da educação e psicólogo alemão, estudou na Universidade
de Lena, onde foi discípulo de Fichte. Em 1797 esteve na Suiça e visitou a
escola dirigida por Pestalozzi. A partir de 1809, ensinou filosofia e pedagogia
na Universidade de Konigsberg.
Para Herbart, a filosofia apresentou a elaboração e a análise da experiência.
A lógica tinha por objetivo a classificação dos conceitos, enquanto a
metafísica e a estética referia-se ao conteúdo do pensamento. A análise
lógica revelava as contradições dos conceitos que a metodologia procurava
resolver.
Como teórico da educação defendeu a idéia de que o objetivo da pedagogia
e o desenvolvimento do caráter moral. O ensino deve fundamentar-se na
aplicação dos conhecimentos da psicologia. Criou o sistema que denominou
“instrução educativa”. Esse sistema, segundo educador brasileiro Lourenço
Filho, propõe um ensino que, através de situações sucessivas e bem
reguladas pelo mestre, fortalece a inteligência e, pelo cultivo dela, forma a
vontade e o caráter. Herbart sugeriu que cada lição obedece-se a fases
estabelecidas ou passos formais. Seriam eles: o da clareza da apresentação
dos elementos sensíveis de cada assunto; o de associação; o de
sistematização; e, por fim, o de aplicação.
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REVOLUÇÃO FRANCESA
Avanços tão consideráveis na teoria e na prática da educação, como os que
ocorreram no século XVIII, não poderiam deixar de ser tranformados em norma
jurídica. A educação proposta pela Revolução Francesa ddeveria ser
transformada em direito de todos e dever do Estado.
A convenção* elaborou vários decretos, expandindo pela França o ensino
obrigatório, sem muito êxito. Desde aquela época os planos de educacionais
pareciam mais avançados do que a prática. Foi o caso do “Plano Nacional de
Eduação”, aprovado pela Assembléia Nacional Constituinte em 1793 e concebido
por LEPELLETIER (1760-1793), da qual apresentaremos a seguir algumas
partes.
Inspirado em Rousseau, o texto de Lepelletier sintetiza as aspirações frustadas
de unidade entre educação e a política e de defesa do ensino público, gratuito,
obrigatório e igual para todos, até a criança atingir os 12 anos de idade
A questão da
Lutero. Mostesquieu (1689-1755) dedicou-lhe um capítulo de sua obra
das leis
educação para que cada família pudesse educar seus filhos em conformidade
com as leis da sociedade. DANTON (1759-1794) chegou a afirmar que “os filhos
pertencem à República antes de pertencerem aos pais”**.
intervenção do Estado na educação já vinha sendo discutida desdeO espírito, publicado em 1748, defendendo a necesidade de criar leis para a
PENSAMENTO PEDAGÓGICO ILUMINISTA
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O texto de Lepelletier nutriu-se de todo esse debate: defendeu o princípio da
igualdade efetiva e o direito ao saber do cidadão, seja qual for sua profissão.
Inspirado em Platão, pretendia que aos cinco anos de idade as crianças fossem
educadas em acampamentos do Estado “caso de educação nacional”). Cada
grupo de cinquenta crianças teria um professor que seria auxiliado por alunos
mais experientes.
Se o homem é naturalmente bom, como queria Rousseau, não havia
necessidade de religião; a ciência basta para formar o homem.
O Estado só ofereceria uniformes e alimentação, esta condicionada à execução
de tarefas diárias. Aos professores, um salário fixo. As despesas com educação
seriam cobradas de todos os cidadãos, incluindo maiores taxas para os mais
ricos.
O Plano Nacional de Educação não chegou a ser posto em prática. Seu autor foi
assassinado em 1793. entretanto, suas idéias inspiradas no liberalismo do século
XVIII tiveram notável influência nos sistemas nacionais de educação criados no
século XIX.
*Assembléia extraordinária reunida durante a Revolução Francesa, de 1792 a
1795, com a finalidade de modificar a Constituição e aprovar novas leis de
reorganização do país.
**LUZIRIAGA, Lorenzo.
p.49.
História da educação pública. São Paulo: Nacional, 1959,
REVOLUÇÃO FRANCESA (continuação)
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SPENCER: (1820-1903)
Nasceu na Inglaterra. Estudou Matemática e Ciências, tornando-se
engenheiro. Porém, sempre mostrou predileção pelas Ciências Sociais e a
elas dedicou-se. Foi o maior representante do Positivismo, corrente filosófica
fundada por August Comte, que teve suas repercussões na Pedagogia.
Em sua principal obra, educação intelectual, moral e física, Spencer
acentuou o valor utilitário da educação e mostrou que os conhecimentos
mais importantes são os que servem para a conservação e a melhoria do
indivíduo, da família e da sociedade em geral. A educação, para ele,
consistia em obter preparação completa do homem para a vida inteira. Em
geral, o objetivo da educação devia ser adquirir, do modo mais completo
possível, os conhecimentos que melhor servissem para desenvolver a vida
intelectual e social em todos os seus aspectos. Os que menos contribuíssem
para esse desenvolvimento podiam ser tratados superficialmente.
Spencer foi um dos maiores representantes da pedagogia individualista.
Para ele, a filosofia representava o conhecimento totalmente unificado de
toda a realidade.
PENSAMENTO PEDAGÓGICO POSITIVISTA
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DURKHEIM
: (1858-1917)
Nasceu na França, de uma família de rabinos. É mais conhecido como
sociólogo, mas também foi pedagogo e filósofo.
Durkheim foi o sucessor de Comte na França. Pai do realismo sociológico,
explica o social pelo social, como realidade autônoma. Tratou em especial
dos problemas morais: o papel que desempenham, como se formam e se
desenvolvem. Concluiu que a moral começa ao mesmo tempo que a
vinculação com o grupo. Ele via a educação como um esforço contínuo
para preparar as crianças para a vida em comum. Por isso, era necessário
impor a elas maneiras adequadas de ver, sentir e agir, às quais elas não
chegariam espontaneamente. Para Durkheim, a sociologia determinaria os
fins da educação. A Pedagogia e a Educação não representavam mais do
que um anexo ou um apêndice da sociedade e da sociologia; portanto,
deveriam existir sem autonomia. O objetivo da educação seria apenas
suscitar e desenvolver na criança certos números de estados físicos,
intelectuais e morais exigidos pela sociedade política no conjunto e pelo
meio espacial a que ela particularmente se destina.
PENSAMENTO PEDAGÓGICO POSITIVISTA
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PENSAMENTO PEDAGÓGICO POSITIVISTA
ALFRED NORTH WHITEHEAD (1861-1947):
Filósofo, matemático e educador inglês, foi professor em Cambridge e
Harvard. Colaborou com Berthand Russell no monumental livro chamado
Principia mathematica
Whitehead afirmava frequentemente ser mais importante mostrar-se
interessante do que estar efetivamente correto. A educação só nos
tornava massantes e desisteressantes, quando não atingíamos os
objetivos dela. Insistia muito na imaginação como motor da educação e
no novo espírito científico.
Em seu livro
pelo progresso da ciência, concluindo que a ciência podia auxiliar o
progresso da educação. Segundo ele, nenhum aluno poderia terminar o
segundo grau ou a universidade sem dominar o método científico e sem
conhecer a história da ciência.
Suas idéias pedagógicas, embora tenham alcançado uma influência
limitada na teoria educacional, colocam-no entre os maiores pensadores
neopositivistas contemporâneos.
.A ciência e o mundo moderno mostrou profundo interesse
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PENSAMENTO PEDAGÓGICO SOCIALISTA
KARL HEINRICH MARX (1818-1883)
Foi filósofo e economista alemão, ideólogo do comunismo científico e
organizador o movimento do proletário internacional. Nasceu em Treves,
cidade situada hoje na Alemanha Ocidental, em 5 de maio de 1818. Era
filho de um advogado judeu convertido ao protestantismo. Cursou as
Universidades de Bonn e Berlim, onde estudou Direito, dedicando-se
especialmente à História e à Filosofia. Em Berlim ingressou num grupo
chamado “hegeliano de esquerda”, que interpretava as idéias de Hegel do
ponto de vista revolucionário.
Não se limitando aos estudos teóricos, Marx desenvolveu, durante toda a
sua vida, intensa atividade política, elaborando a doutrinado socialismo.
A contribuição do socialismo para a educação tem que ser considerada
em dois níveis: o do esclarecimento e da compreensão da totalidade
social, de que a educação é parte, incluindo as relações de determinação
e influência que ela recebe da estrutura econômica, e o específico das
discussões de temas e problemas educacionais. Nenhum pensador
influenciou tão profundamente as ciências sociais contemporâneas como
Marx.
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PENSAMENTO PEDAGÓGICO SOCIALISTA
KARL HEINRICH MARX
Para ele a educação do futuro deveria nascer do sistema fabril,
associando-se ao o trabalho produtivo com a escolaridade e a ginástica.
Essa educação se constituiria no método para produzir seres humanos
integralmente desenvolvidos.
Devemos mudar a educação para alterar a sociedade, ou a
transformação social é a primeira condição para a transformação
educativa. Marx afirmou que uma dificuldade peculiar liga-se a esta
questão. De uma lado seria necessário mudar as condições sociais para
se criar um novo sistema de ensino; de outro, um novo sistema de
ensino transformaria as condições sociais.
Para Marx, a transformação educativa deveria ocorrer paralelamente à
revolução social. Para o desenvolvimento total do homem e a mudança
das relações sociais, a educação deveria acompanhar e acelerar esse
movimento, mas não encarregar-se exclusivamente de desencadeá-la,
nem de fazê-la triunfar.
(continuação)
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VLADIMIR ILICH LÊNIN (1870-1924)
E
URSS e do primeiro estado socialista do mundo. Líder da revolução de 1917, grande
estudioso do marxismo, escreveu vários livros sobre o assunto. Após a guerra civil na
Rússia, dirigiu a restauração da economia e orientou a transição da política de guerra
para a nova política. A permanência de Lênin à testa do governo soviético foi
extremamente curta. Em 1923 uma doença forçou-o ao mais absoluto repouso, e
provocou sua morte no ano sequinte.
Atuou não apenas como importante teórico político que, soube o ponto de vista da
corrente ordoxia do marxismo, completou as contribuições originais de Marx e Engels.
Foi também um organizador ativo, tendo partipado da organização revolucionária que
finalmente levou a revolução de outubro e 1917, da qual foi o maior líder.
Lênin atribuiu grande importância à educação no processo de transformação social.
Como primeiro revolucionário a assumir o controle de um governo, pode experimentar
na prática a implantação das idéias socializadas na educação. Acreditando que esta
deveria desempenhar importante papel na construção de uma nova sociedade,
afirmava que mesmo a educação burguesa que tanto criticava era melhor que a
ignorância. A educação pública deveria ser eminentemente política “ nosso trabalho
no terreno do ensino é a mesma luta para derrotar a burguesia; declaramos
publicamente que a escola à margem da vida, à margem da política, é falsidade e
hipocrisia”.
stadista russo foi fundador do comunismo bochevista, do partido comunista da
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HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS – Moacir Gadotti
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ANTON SEMIONOVITCH MAKARENKO (1888-1939)
C
história e da educação socialista, criou a talvez mais elaborada e completa
proposta educacional comprometida com a construção da sociedade socialista,
dentre todas as produzidas pela tradição revolucionária.
De origem ucraniana e operária, filho de ferroviário, em 1905 Makarenko
concluiu o curso de pedagogia na escola pública de Krementchug, passando a
dar aulas em escolas populares até 1914.
Em 1927, quando aconteceu a Revolução Bolchevique, Makarenko
terminava um curso no Instituto Pedagógico de Poltava e dirigia uma escola de
ferroviários, desenvolvendo trabalhos políticos e pedagógicos junto à
comunidade.
Chamado pelo Comissariado do Povo para fundar, em 1920, uma colônia
correcional para inúmeros delinquentes e condenados e menores
abandonados legados pela Primeira Guerra Mundial e pela Guerra Civil (1918-
1921), Makarenko viu-se frente a frente com o desafio da reeducação socialista.
A partir desta prática o educador formulou sua teoria pedagógica, abrangente e
engajada. Ele próprio descreveu detalhadamente no
onsiderado um dos maiores pedagogos soviéticos e um dos expoentes da
PENSAMENTO PEDAGÓGICO SOCIALISTA
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ANTON SEMIONOVITCH MAKARENKO (continuação)
Poema Pedagógico,
que se transformou numa escola concreta onde a prática diária,
analisada a partir de suas concepções socialistas, lhe ensinaria mais que
todas as teorias pedagógicas.
Algumas das qualidades dos cidadão soviético que Makarenko queria
formar foram: - um profundo sentimento do dever e da responsabilidade
para com os objetivos da sociedade; - um espírito de colaboração,
solidariedade e camaradagem; - uma personalidade disciplinada, com
grande domínio da vontade e com vistas aos interesses coletivos; -
algumas condições de atuação que impedissem a submissão e a
exploração do homem pelo homem; - uma sólida formação política; - uma
grande capacidade de conhecer os inimigos do povo.
Makarenko procurou moldar o “novo homem”, que achava possível e
necessário, para a Rússia pós-revolução. De humanista a militarista, ele
recebeu todos os títulos, mas sua polêmica tornou-se ponto de referência
dos educadores até hoje.
sua principal obra, as experiências nesta instituição
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ANTONIO GRAMSCI (1891-1937)
M
para Turim e envolveu-se na luta dos trabalhadores. Em 1921 ajudou a
fundar o Partido Comunista Italiano e se destacou na oposição a
Mussolini. Preso em 8 de novembro de 1926, produziu na cadeia mais de
três mil páginas nas quais, obrigado pela sensura carcerária, teve de
inventar termos novos para camuflar conceitos que podiam parecer
revolucionários demais aos olhos dos sensores.
Gramsci morreu jovem, aos 46 anos, passando pelos os últimos 10 anos
na cadeia e em regime de detenção em hospitais. Ligeiramente corcunda,
desde criança sofreu terríveis males físicos e nervosos. As condições
carcerárias, as doenças e a solidão o levaram à morte precoce. A
repressão facista o impediu de prosseguir a ação política. Separado da
mulher e dos filhos, que viviam na URSS, sofreu de inúmeras crises de
melancolia. O Partido Comunista virou-lhe as costas. Mas, apesar das
condições adversas, penetrou a realidade com sua realidade e construiu
um conjunto de princípios originais, ultrapassando na linha de
pensamento marxista as fronteiras até então fixadas por Marx, Engels e
Lênin.
ilitante e comunista italiano, era filho de camponeses. Aos vinte anos foi
PENSAMENTO PEDAGÓGICO SOCIALISTA
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HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS – Moacir Gadotti Teorias Pedagógicas Prof.
O princípio educacional que mais prezou foi a capacidade de as pessoas
trabalharem intelectual e manualmente numa organização educacional
única ligada diretamente às instituições produtivas e culturais.
Segundo ele, para neutralizar as diferenças devidas à procedência social,
deviam ser criadas serviços pré-escolares.
A escola deveria ser única, estabelecendo-se uma primeira fase com o
objetivo de formar uma cultura geral que humanizasse o trabalho
intelectual e manual. Na fase seguinte, prevaleceria a participação do
adolescente, fomentando-se a criatividade, a autodisciplina e a
autonomia. Depois viria a fase de especialização. Nesse processo,
tornava-se fundamental o papel do pofessor que deveria prepara-se para
ser dirigente e intelectual.
Para Gramsci, o desenvolvimento do Estado comunista se ligava
intimamente ao papel da escola comunista: a jovem geração se educaria
na prática da disciplina social, para que a realidade comunista se tornasse
um fato.
ANTONIO GRAMSCI (continuação)
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JOHN DEWEY (1859-1952)
Filósofo, psicólogo e pedagogo liberal norte-americano, exerceu
grande influência sobre toda pedagogia contemporânea. Ele foi
defensor da Escola Ativa, que propunha a aprendizagem através da
atividade pessoal do aluno. Sua filosofia da educação foi
determinante para que a Escola Nova se propagasse por todo o
mundo.
Dewey praticou uma crítica contudente à obediência e submissão
até então cultivadas nas escolas. Ele as considerava verdadeiros
obstáculos à educação. Através dos princípios da iniciativa,
originalidade e cooperação, pretendia liberar as potencialidades do
indivíduo rumo a uma ordem social que, em vez de ser mudada
deveria ser constantemente aperfeiçoada. Assim, traduzia para o
campo da educação o liberalismo político-econômico dos Estados
Unidos.
PENSAMENTO PEDAGÓGICO DA ESCOLA NOVA
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72
Embora vários aspectos da teoria de Dewey sejam similares à
pedagogia do trabalho, seu discurso apresentava-se bastante
genérico, não questionando as raízes da desiqualdades sociais.
Dewey privilegiava o aspecto psicológico da educação, em prejuízo
da análise da organização capitalista da sociedade, como fator
essencial para a determinação da estrutura educacional.
Apesar de suas posições político-ideológicas, Dewey construiu
idéias de caráter progressista, como o autogoverno dos estudantes,
a discussão sobre a legitimidade do poder político, além da defesa
da escola pública e ativa.
Principais obras: Vida e Educação, Democracia e educação, Escola
e Sociedade e Experiência e educação.
JOHN DEWEY (continuação)
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PENSAMENTO PEDAGÓGICO DA ESCOLA NOVA
MARIA MONTESSORI (1870-1952)
N
seu país a doutorar-se em medicina, seus múltiplos interesses levaram-na a estudos
diversos. Dedicou-se inicialmente às crianças deficientes, depois às crianças
”normais”. Em 1909 ela publicou os princípios básicos de seu método.
Em síntese: ela propunha despertar a atividade infantil através do estímulo e
promover auto educação da criança, colocando meios adequados de trabalho à sua
disposição. O educador, portanto, não atuaria diretamente sobre a criança, mas
ofereceria meios para a sua autoformação. Maria Montessori sustentava que só a
criança é educadora da sua personalidade.
Seu método empregava um abundante material didático (cubos, prismas, sólidos,
bastidores para enlaçar caixas, cartões, etc), destinado a desenvolver a atividade
dos sentidos. Esse material tem o caráter peculiar de ser autocorretor.
Maria Montessori morreu na Holanda. Sua didática influenciou o ensino pré-escolar
em vários países do mundo.
A teoria pedagógica montessoriana é divulgada pela
Internationale
congressos internacionais e organiza centros de treinamentos. Montessori em
diversos países para a formação de professores especializados no método da
pedagoga italiana.
Principais obras: Pedagogia Científica; A criança e etapas da educação .
ascida na Itália, chegou à Pedagogia por caminhos indiretos. Primeira mulher deAssociation Montessori, sediada em Amsterdan, na Holanda, que realiza anualmente
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PENSAMENTO PEDAGÓGICO DA ESCOLA NOVA
ÉDOUARD CLAPARÈDE (1873-1940)
Psicólogo e pedagogo suíço, influenciou decididamente os modernos conceitos de
educação, exercendo papel pioneiro no movimento renovador da escola
contemporânea. Claparède repetiu na Europa a atuação de John Dewey; ambos,
no cenário educacional da primeira metade deste século, foram os maiores
expoentes da Pedagogia da Ação.
Iniciou em 1901 a publicação dos
“interesse”, marcadamente biológica, começou a acentua-se. A síntese de seu
trabalho de psicologia da Universidade de Genebra e no seminário de Psicologia
pedagógica foi apresentada no livro
experimental
Arquivos de psicologia. Ali, sua conceituação dePsicologia da criança e Pedagogia. Em 1912, Claparède fundou o Instituto de Ciências Educativas de
JEAN-JACQUES ROUSSEAU
à obra do psicólogo
Para Claparède, a pedagogia devia basear-se no estudo da criança, assim com a
horticultura se baseia no conhecimento das plantas. Fundamentando seu
upensamento em Rousseau, ele dizia que infância é um conjunto de possibilidades
criativas que não deve ser abafada. Todo ser humano tem necessidade vital de
saber, de pesquisar, de trabalhar. Essas necessidades se manifestam nas
brincadeiras, que não são apenas uma diversão, mas um verdadeiro trabalho. A
criança leva muito a sério porque representa um desafio. Claparède chegou a
elaborar uma verdadeira teoria do brinquedo.
, em Genebra, que se tornaria famoso mais tarde graçasJEAN PIAGET.
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PENSAMENTO PEDAGÓGICO DA ESCOLA NOVA
ÉDOUARD CLAPARÈDE (continuação)
Segundo o pedagogo suíço, a educação deveria ter como eixo a ação e não
apenas a instrução pela qual a pessoa recebe passivamente os conhecimentos.
Claparède criou então um método, denominado educação funcional, que
procurava desenvolver as aptidões individuais e encaminhá-las para o interesse
comum, dentro de um conceito democrático de vida social. Nenhuma sociedade,
lembrava ele, progrediu devido à redução das pessoas a um tipo único, mas sim
devido a diferenciação.
Édouard Claparède nasceu e morreu em Genebra. Ali formou-se em medicina,
ocupando depois a cátedra de Psicologia na universidade local. Também estudou
em Paris e Leipzig.
Principais obras:
educação funcional
Arquivos de Psicologia (1901), A escala sob medida (1921), A(1931) e Como diagnosticar as aptidões nos escolares (1933).
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PENSAMENTO PEDAGÓGICO DA ESCOLA NOVA
JEAN PIAGET (1896-1980)
P
construção do pensamento nas crianças. Ele e seus colaboradores publicaram mais de 30
volumes a esse respeito.
Piaget recebeu o grau de doutor em ciências naturais em 1918. a partir de 1921 passou a
estudar psicologia da criança no Instituto Jean-Jacques Rousseau, em Genebra. Tornou-se
professor de psicologia na Universidade de Genebra e em 1955 fundou o Centro de Estudos
de Epistemologia Genética.
Piaget divide os períodos de desenvolvimento humano de acordo com o aparecimento de
novas qualidades do pensamento, o que por sua vez interfere no desenvolvimento global: 1:
sensório-motor (0 a 2 anos); 2: pré-operatório: (2 a 7 anos), a criança desenvolve certas
habilidades, como a linguagem e o desenho; 3: operações concretas (7 a 11 ou 12 anos), a
criança começa a pensar criticamente; 4: operações formais: (11 ou 12 anos em diante),
quando a criança começa a lidar com abstrações e racionar acerca do futuro.
Segundo Piaget, cada período é caracterizado por aquilo de melhor o indivíduo consegue
fazer nessas faixas etárias. Todos os indivíduos passam por essas fases ou períodos, nessa
sequência, porém o início e o término de cada uma delas dependem das características
biológicas do indivíduo e de fatores educacionais, sociais. Portanto, a divisão nessas faixas
etárias é uma referência, e não uma norma rígida.
A crítica de Piaget à escola tradicional é ácida. Segundo ele, os sistemas educacionais
objetivam mais acomodar a criança aos conhecimentos tradicionais que formar inteligências
inventivas e críticas.
sicólogo, suíço, ganhou renome mundial com seus estudos sobre os processos de
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PENSAMENTO PEDAGÓGICO FENOMENOLÓGICO-EXISTENCIALISTA
MARTIN BUBER (1978-1966)
Nascido em Viena e falecido em Jerusalém, é considerado o mais
importante filósofo da religião do nosso tempo. Mediador entre o judaísmo
e o cristianismo, foi um dos mais notáveis representantes contemporâneos
do existencialismo. Pensador liberal, produziu obras que representam uma
extraordinária contribuição para a reconciliação entre religiões, povos e
raças.
Sobre sua concepção pedagógica destacam-se três pontos principais. O
ponto de partida representa a encontro direto entre os homens, o
relacionamento entre eles, o diálogo entre ‘eu e tu’. Segundo ele, a
educação é exclusivamente de Deus, apesar de seu discurso humanístico
sobre o educador como ‘formador’ ou sobre a ‘forças criativas das
crianças’. Finalmente, para o pensador, a liberdade, no sentido de
independência, é sem dúvida um bem valioso. Mas não é o mais elevado.
Quem a considera como valor supremo, sobretudo com objetivos
educacionais, perverte-a e a transforma em droga que, com a ausência de
compromisso, gera a solidão.
Principais obras:
A vida em diálogo; Eu e Tu.
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PENSAMENTO PEDAGÓGICO FENOMENOLÓGICO-EXISTENCIALISTA
JANUSZ KORCZAK (1878-1942)
O nome real era Henryk Goldszmit, era um judeu polonês, nascido em Varsóvia em
uma família patriota, apaixonada pela língua e pela cultura polonesa. Ele foi pouco
praticante da religião, mas não renegou o judaísmo. Consagrou sua vida à luta e
pela justiça e pelos direitos da criança. Dedicou-se de corpo e alma ao orfanato da
Rua Krochmal na 92, em Varsóvia, da qual foi diretor, médico e professor.
O jornal popular “Nasz Przeglond” (“Nosso Jornal”), em 1906, convidou-o para
preparar uma edição infantil. Korczak criou então o jornalzinho “Maly Przeglond”
(“Pequena Revista”), na qual só crianças escreviam para crianças.
Ainda estudante iniciou sua obra literária e continuou a escrever até o trágico final
de sua vida. Seus livros são para e sobre a criança. E sua práxis pedagógicoeducacional
deu início a uma revisão de métodos, estrutura da escola, relação
professor-aluno e pais-filhos.
Janusz Korczak tornou-se mito, por sua dedicação às crianças. Em 1942, os
nacistas ocupantes da Polônia, lhe ordenaram que conduzisse seus pequenos para
a morte, prometendo-lhe um salvo conduto após a “tarefa”. Ele recusou, amparado
nos braços de dois meninos, acompanhou seus duzentos “filhos” até as câmaras de
gás do campo de extermínio Treblinka, onde todos morreram.
Principais obras:
direito da criança ao respeito.
Quando eu voltar a ser criança; Como amar uma criança e O
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PENSAMENTO PEDAGÓGICO FENOMENOLÓGICO-EXISTENCIALISTA
GEORGES GUSDORF (1912)
Filósofo francês, nasceu em Bordeaux. De 1852 até 1977 foi professor da
Universidade de Estrasburgo. Combateu o regime nazista e foi prisioneiro de guerra
entre 1940-1945. no campo de concentração organizou uma universidade com um
pequeno grupo de intelectuais; nesse período também escreveu o livro
de si mesmo
a “experiência humana do sacrifício”.
A principal educativa de Gusdorf,
Nesse livro, ele se pergunta se ainda há lugar para o professor em plena era da
televisão e dos meios modernos de comunicação.
Diante de uma instrução de massa, ele terminava por reafirmar a relação cotidiana e
bipolar de pessoa a pessoa entre mestres e discípulos. Para ele, todos os meios
pedagógicos não produziram a comunicação, se entre professor e aluno não existir
a igualdade de condições e reciprocidade que caracterizam o diálogo. Mestres e
discípulos estão sempre em busca da verdade, e é desta relação com a verdade
que nasce a autoridade do mestre: denuncia as universidades modernas porque se
perdem na preocupação quantitativa da eficiência e especialização.
De acordo com o filósofo, a pedagogia fundamenta-se na antropologia: o homem
precisa da educação porque ele é essencialmente inacabado. Gusdorf valoriza na
antropologia o estudo do mito e da linguagem: o homem se diferencia do animal
porque fala.
Principais obras:
A descoberta. Foi ainda na prisão que elaborou sua tese, defendida em 1948, sobreProfessores, para quê?, foi escrita em 1963.A palavra; A universidade em questão e Professores, para quê?.
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PENSAMENTO PEDAGÓGICO FENOMENOLÓGICO-EXISTENCIALISTA
CLAUDE PANTILLON (1938-1980)
Nasceu na Suíça, em 1938. Depois de ter concluído seu bachalerado na
Sorbonne (1956), prosseguiu seus estudos em Paris, onde teve a chance de
acompanhar os grandes mestres do momento: Piaget, Deleuze, Gaston e
Suzanne Bachelard e Ricouer.
Licenciou-se em psicologia, filosofia e sociologia, sob a orientação de Paul
Ricouer. Desde 1961, instalou-se em Genebra, onde repatiu seu tempo
entre o magistério na universidade e o centro de epistemologia genética.
Em 1974, criou o Centro de Filosofia da Educação, com o seu assistente
Moacir Gadotti, antes de tudo, lugar de encontros, de abertura, de reflexões
fundamentais sobre educação e novos questionamentos. Pantillon dirigiu
com seu entusiasmo e sua energia, o Centro até a sua morte em 7 de
fevereiro de 1980.
Principais obras:
l’éducation.
Une philosophi de l’éducation. Pour que faire?; Changer
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PENSAMENTO PEDAGÓGICO ANTIAUTORITÁRIO
CÉLESTIN FREINET (1896-1966)
Nasceu na França e foi um dos educadores que mais marcou a escola
fundamental de seu país neste século. Atualmente, suas idéias são
estudadas em várias partes do mundo, da pré-escola à universidade.
Freinet lutou na Primeira Guerra Mundial e foi ferido na altura do pulmão,
o que lhe trouxe sérias consequências. Falava baixo e cansava-se logo.
Esse problema levou-o a buscar novos modos de se relacionar com os
alunos e de conduzir o trabalho na escola. Ele afirmava a existência de
uma dependência da escola e o meio social, de forma a concluir que não
existe uma educação ideal, só uma educação de classes. Daí sua opção
pela classe trabalhadora e a necessidade de tentar uma experiência
renovadora do ensino.
Em seu livro Educação pelo trabalho, sua principal obra, Freinet
apresentou um confronto entre a escola tradicional e a escola proposta
por ele, onde o trabalho tinha posição central, como metologia.
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PENSAMENTO PEDAGÓGICO ANTIAUTORITÁRIO
CARL RANSOM ROGERS (1902-1987)
Psicólogo norte-americano, formou-se na universidade de Columbia (New
York), onde especializou-se em problemas infantis. De 1935 a 1940,
Rogers lecionou na universidade de Rochester; baseado em sua
experiência escreveu O Tratamento Clínico da Criança Problema. Já então
considerava desejável que o próprio cliente dirigisse o processo
terapêutico.
Essa abordagem revolucionária e polêmica foi desenvolvida no livro
Aconselhamento e Psicoterapia
universidade de Chicago, pôs em prática suas idéias, cujo resultados foram
avaliados no livro
Finalmente, em
exposição geral do seu método não-diretivo, bem como suas aplicações à
educação e a outros campos.
De 1962 até a sua morte, atuou no Centro para Estudos da Pessoa, em La
Jolla (EUA).
(1942). Como professor de psicologia naPsicoterapia e Alteração na personalidade (1945).Terapia Centrada no Cliente (1951), Carl Rogers fez uma
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PENSAMENTO PEDAGÓGICO ANTIAUTORITÁRIO
CARL RANSOM ROGERS (continuação)
Para Rogers o aconselhamento tem como finalidade e eliminação da
inconsciência entre o autoconceito e a experiência pessoal – raiz das
dificuldades psicológicas do ser humano. Isso facilita o amadurecimento
emocional, a aquisição da autonomia e as possibilidades de
autorealização. O desempenho do conselheiro consistiria então na
aceitação autêntica e na clarificação das vivências emocionais expressas
pelo cliente. Logo, ele deve criar no curso da entrevista uma atmosfera
propícia para que o próprio cliente escolha os seus objetivos. O uso dos
testes psicológicos e a elaboração de diagnóstico se tornariam
irrelevantes.
Rogers também transporia para a educação a sua concepção terapêutica.
Principais obras:
Tornar-se pessoa e De Pessoa a Pessoa.
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MICHEL LOBROT
Pedagogo francês, discípulo de Celestin Freinet, influenciado pelas teorias
psicanalíticas de Freud, lecionou em Vicennes e na Universidade de Genebra.
Lobrot propunha a “autogestão política”, terapêutica social e, como diz o título de
um de seus livros, uma “Pedagogia institucional” para modificar as instituições
pedagógicas existentes. Esta atitude permitiria alterar as mentalidades, tornando-as
abertas e autonômas para, a seguir, modificar as instituições da sociedade. Assim,
a pedagogia institucional proposta por Lobrot tem um objetivo político claro, na
medida em que entende autogestão pedagógica como preparação para autogestão
política.
Ao colocar o problema da autoridade na educação, as relações entre a liberdade e
a coerção, Lobrot acredita que apenas a escola pode tornar as pessoas menos
dependentes. Seu objetivo é desencadear, a partir de um grupo professor – aluno e
no perímetro da sala de aula, um processo de transformação da instituição escolar,
e daí um processo de transformação da própria sociedade.
Michel Lobrot, o professor é um consultor a serviço do grupo sob questões de
método, organização ou conteúdo: o professor renuncia ao exercício de sua
autoridade, ao poder, à palavra, e se limita a oferecer seus serviços, sua
capacidade aos melhores do grupo. Sua intervenção se situa em três níveis:
PENSAMENTO PEDAGÓGICO ANTIAUTORITÁRIO
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MICHEL LOBROT (continuação )
Como monitor do grupo de diagnóstico; ajuda ao grupo a desenvolver-se
como tal; auxilia o desenvolvimento de um clima grupal em que seja
possível aprender; auxilia a superar os obstáculos para aprender que estão
enraizados no indivíduo e na situação grupal; ajuda o coletivo a descobrir e
utilizar os diferentes métodos de pesquisa, ação, observação e feedback;
como técnico de organização; como pesquisador ou sábio que possui
conhecimento e tem a capacidade de comunicá-lo.
A tarefa do professor seria as forças instituintes do grupo; essa forças
construiriam novas instituições (ou contra-instituições, conforme
Lapassade), que funcionaria como analisadores, revelando os elementos
ocultos do sistema institucional.
Outros pedagogos desenvolveram a pedagogia institucional. Entre eles,
Fernand Oury e Aida Vasquez, de orientação freudiana. Eles se apoiavam
mas nas técnicas de Freinet do que na não-diretividade rogeriana,
preferida por Lobrot.
Principais obras:
autoridade?
A Pedagogia Institucional e A favor ou contra da
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PENSAMENTO PEDAGÓGICO CRÍTICO
BOURDIEU-PASSERON (1930)
Sociólogo francês, lecionou na escola prática de altos estudos, em Paris. Além de
seus trabalhos sobre etnologia e de suas investigações teóricas sobre sociologia,
Bourdieu dirigiu, com Jean-Claude Passeron, o Centro de Sociologia Européia, que
pesquisa os problemas da educação e da cultura na sociedade contemporânea.
O ponto de partida para a sua análise é a relação entre o sistema de ensino e o
sistema social. Para Bourdieu, a origem social marca de maneira inevitável e
irreversível a carreira escolar e, depois, profissional, dos indivíduos. Essa origem
social produz primeiro o fenômeno de seleção: as simples estatísticas de
possibilidades de ascender ao ensino superior, segundo a categoria social de
origem, mostra que o sistema escolar elimina de maneira contínua uma forte
proporção das crianças saídas das classes populares.
No entanto, segundo os pesquisadores franceses, é um erro explicar o sucesso e o
fracasso escolar apenas pela origem social. Existem outras causas que eles
designam pela expressão “herança cultural”. Entre as vantagens que os “herdeiros”
possuem, deve-se mencionar o maior ou o menor domínio da linguagem. A seleção
intervem quando a linguagem escolar é insuficiente para o “aproveitamento” do
aluno. E este fenômeno atinge prioritariamente as crianças de origem social mais
baixa. As que têm êxito são as que resistiram por diversas razões, à laminagem
progressiva da seleção. Mantendo-se no sistema de ensino, elas provam ter
adquirido um domínio da linguagem ao menos igual ao dos estudantes saídas das
classes superiores.
HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS – Moacir Gadotti
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BOURDIEU-PASSERON (continuação)
Finalmente, para Bourdieu e Passeron, a cultura das classes superiores
estaria tão próxima da cultura da escola que a criança originária de um
meio social inferior não poderia adquirir senão a formação cultural que é
dada aos filhos da classe culta. Portanto, para uns, a aprendizagem da
cultura escolar é uma conquista duramente obtida; para outro, é uma
herança “normal”, que inclui a reprodução das normas. O caminho a
percorrer é diferente, conforme a classe de origem.
Principais obras dos autores:
reprodução; elementos para uma teoria do sistema de ensino
Les Héritiers, les étudiants et la culture; A.
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PENSAMENTO PEDAGÓGICO CRÍTICO
BAUDELOT-ESTABLET
Christian Baudelot e Roger Establet são professores de sociologia da
educação na França. Eles demonstraram que a chamada “escola única”
não pode ser “única” numa sociedade de classes. A cultura aí transmitida
e elaborada não é uma só. Tudo o que se passa na escola é atravessado
pela divisão na sociedade. A escola não é uma ilha de pureza e harmonia
num mundo em conflito. Os fins da educação não são apenas diferentes,
mas opostos e antagônicos.
Esses autores tiveram o mérito de nos desvendar a ilusão da unidade da
escola. Eles desenvolveram os temas da divisão, da segregação e do
antagonismo que condicionam os resultados finais do aluno, os conteúdos
e as práticas escolares. É a divisão social do trabalho a responsável pelo
insucesso em massa da imensa maioria que inicia a escolaridade e não
consegue prosseguir. A escola, o aluno, o professor não são os
responsáveis, os réus, mas as vítimas. Por isso, não se pode
compreender a escola se não for relacionada com a divisão da sociedade.
É impossível ignorar que a escola está dividida.
Principal obra:
A escola capitalista na França.
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PENSAMENTO PEDAGÓGICO CRÍTICO
HENRY GIROUX
Foi professor secundário, doutorou-se no Carnegie-Mellon Institute (EUA) e
lecionou na universidade de Boston e na Miame University (Ohio).
Definindo-se como socialista democrático, Giroux se dedicou da sociologia da
educação, da cultura, da alfabetização e da teoria do currículo.
Em seu livro Teoria crítica e resistência em educação Giroux propôs uma visão
“radical” da educação, inspirada na escola de Frankfurt, integrando e superando as
posições neomarxistas da teoria de reprodução de Althusser, Bourdieu, Passeron,
Samuel Bowles e Herbert Gintis. Incorporou as idéias Gramsci numa síntese de
todas essas posições, focalizando o conceito de resistência. O aspecto mais
marcante de Giroux parece ser o tratamento dialético dos dualismos entre a ação
humana e estrutura, conteúdo e experiência, dominação e resistência. A escola é
analisada como um local de dominação e reprodução, mas que ao mesmo tempo
permite às classes oprimidas um espaço de resistência.
Giroux apresenta seu trabalho como uma visão de esperança e de possibilidades
ao invés do desespero comumente apresentado pelos autores de esquerda.
Outras obras do autor:
co-autoria com Peter Mclaren;
criticism
Critical pedagogy, the state, and cultural Stingle (1989), emPostmodern Education: politics, culture and Social(1991), em co-autoria com Stanley Aronowitz.
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PENSAMENTO PEDAGÓGICO DO TERCEIRO MUNDO
AMÍLCAR CABRAL (1924-1973)
Nasceu na Guiné “Portuguesa”, onde viveu sua infância. Terminou
brilhantemente o liceu, conquistando o direito a uma bolsa de estudos
universitários no Instituto Superior de Agronomia de Lisboa. Depois de ter
concluído o curso de agronomia, partiu para Guiné Bissau, onde ocupou
o cargo de engenheiro agrônomo.
Pela independência da Guiné e das Ilhas de Cabo Verde, Cabral lutou
durante toda a sua vida. Deixou obra que comportam vários domínios: o
político e o ideológico, a estratégia militar, o desenvolvimento social, o
processo de formação nacional e as relações internacionais.
Inserindo a teoria e a prática do combate libertador numa perspectiva
revolucionária de transformação global da sociedade, Almílcar Cabral
deixou-nos uma contribuição dinâmica ao aprofundamento dos debates
ideológicos que caracterizam nossa época.
Almílcar Cabral foi assassinado em 20 de janeiro de 1973 por agentes
dos colonialista português que tinha a pretenção de controlar o povo para
que não houvesse a revolução. Ao contrário do que supõe os
organizadores, o povo prosseguiu a luta iniciada por Cabral e conquistou
sua liberdade em 24 de setembro de 1973.
Principais obras:
A arma da teoria e A prática Revolucionária.
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PENSAMENTO PEDAGÓGICO DO TERCEIRO MUNDO
JULIUS K. NYERERE
Em 1961, logo depois de sua independência, a Tanzânia passou por uma revolução
educacional na qual o presidente do país, Julis K. Nyerere, teve um papel bastante importante.
Baseado no denominado “Self-reliance programme” (Programa de autoconfiança), presidente
Nyerere resolveu investir maciçamente em educação. Em apenas seis anos, o país duplicou o
número de escolas.
A nova filosofia educacional baseava-se no resgate da autoconfinaça de cada criança e de cada
cidadão, através do estudo de sua cultura, moral e história. Os educandos deveriam ser
formados para participar ativamente da nova sociedade socialista que se instalou após a
independência.
As aspirações educacionais foram implementadas como garantias que se tivessem uma
melhoria quantitativa e qualitativa do ensino, aliada à elevação da qualidade de vida do cidadão.
O primeiro estágio, foi garantir que cada professor tivesse clareza das implicações educacionais
dessa nova filosofia. Foram organizados seminários a nível nacional, envolvendo todas as
pessoas ligadas direta ou indiretamente à educação, bem com representantes de organizações
de outra natureza.
Uma das mudanças mais radicais foi o resgate e adoção do idioma nativo, o “suvahili”, como
língua oficial. Para isso, foi necessário confeccionar novos materiais pedagógicos, o que
envolveu os mais diversos segmentos da sociedade, no esforço para se resgatar a autonomia
cultural.
Para que o pragrama “Self-reliance” fosse implantado, foi necessário a construção de uma nova
consciência nacional onde não apenas os professores mais todos os cidadãos, muito mais
através de seus exemplos do que de suas palavras, contribuíssem na formação dos jovens e
crianças tranzaneses.
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PENSAMENTO PEDAGÓGICO DO TERCEIRO MUNDO
ANTONIO FAUNDEZ (1938)
Nasceu no Chile. Graduou-se em filosofia pela universidade de
Concepcíon, onde mais tarde veio a lecionar e dirigiu o departamento e
filosofia.
Exilado político desde o golpe de estado em 1973, Faundez doutorou-se
em socilogia e semiologia das artes e literatura pela escola de Altos
Estudos em Ciências Sociais de Paris (1981). É especialista em sociologia
da cultura e da educação.
No Brasil, participou de vários congressos, nos quais falou em especial
sobre Educação de Adultos na África, onde trabalhou em diversos países,
principalmente, nos de língua portuguesa. A proximidade entre
pensamento pedagógico e o latino-americano é muito grande. No caso de
Antonio Faundez poderíamos dizer que seu pensamento é afro-latinoamericano.
Atualmente é consultor no Centro de Estudos de Educação de países em
Desenvolvimento, em Haia, na Holanda e secretário executivo, IDEA –
Instituto para o Desenvolvimento de Educação de Adultos.
Entre suas obras estão:
Antonio Faundez e Paulo Freire;
Por uma pedagogia da pergunta, discussão entreOralidade e escrita.
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PENSAMENTO PEDAGÓGICO DO TERCEIRO MUNDO
FRANCISCO GUTIÉRREZ
Nasceu na Espanha. Ainda jovem, veio para a América Latina, onde
terminou seus estudos secundários e superiores. Sua tese de graduação
fala sobre “educação do espectador cinematográfico” tema que será como
um fio condutor de suas atividades em diferentes países latino-americanos,
especialmente nos países latino-americanos, especialmente na Colômbia,
Panamá, na Costa Rica e no Peru. Licenciado em Ciências da Educação,
logo obtém pós-graduação em estética e história cinematográfica.
Em 1969, estuda na França, com uma bolsa do governo Francês, temas
como
últimos anos tem se dedicado à investigação e à colocação em prática da
pedagogia da linguagem total em vários países da América Latina.
Vive atualmente na Costa Rica e assessora experiências de
Obras publicadas:
nuevos lenguajes de los medios de comunicación social
language, a new approach to education
(1928)os meios de comunicação e a pedagogia da linguagem total. Noslinguagem total.El lenguaje total (1972), Hacia una pedagogia basada em(1972), Total(1973), El lenguaje total: vocabulario
(1972).
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PENSAMENTO PEDAGÓGICO DO TERCEIRO MUNDO
ROSA MARIA TORRES
Pedagoga e linguista equatoriana, tem tido grande atuação dentro do
campo da educação popular: participou de projetos de alfabetização e
educação popular em mais de um país da América Latina, inclusive na
Nicarágua pós-revolucionária; dedicou-se a assessoria, sistematização e
avaliação de experiências, tendo reproduzido reconhecidas contribuições
teóricas e práticas.
Em seu ensaio
Brasil em 1988, a pedagoga critica a distância entre o que se diz ser
educação popular e o que ela tem sido realmente. No discurso, a educação
das massas é sempre alvo de promessas e esperanças, é sempre
apontada como a solução para os problemas do país. Na prática,
entretanto, a educação pública nunca é priorizada, existe em condições
adversas e ainda está longe de universalizar-se.
Obras mais importantes:
Discurso e prática em educação popular, publicado noNicarágua: revolución popular; Educación popular
e
Educación popular: un encontro com Paulo Freire.
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PENSAMENTO PEDAGÓGICO DO TERCEIRO MUNDO
MARIA TERESA NIDELCOFF
Educadora argentina. Desenvolveu suas atividades práticas com crianças
da classe trabalhadora no bairros operários de Buenos Aires. Sua obra
visou formar educadores engajados, que denominava “professores-povo”,
contrapondo-se à formação do educador tradicional (“neuto”) e ao
educador das classes dominantes que denominava “professor-policial”.
Procurava substitutir a atitude “policialesca e castradora” desde por uma
atitude criativa de “engajamento” na cultura do educando do “professorpovo”.
Para ela os professores podem e devem constituir-se em elementos da
mudança numa sociedade preocupada em manter as coisas como estão.
Para isso, a mudança de atitude e uma compreensão concreta da
realidade local e da escola por parte do magistério são fundamentais.
Nildelcoff afirma que a escola “real”, em que os estudantes vivem suas
experiência pedagógicas concretas, é substancialmente diferente da
escola “teórica” projetada pelos donos do poder para preservar e
reproduzir as normas sociais vigentes.
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HISTÓRIA DAS IDÉIAS PEDAGÓGICAS – Moacir Gadotti Teorias Pedagógicas Prof.
PENSAMENTO PEDAGÓGICO DO TERCEIRO MUNDO
MARIA TERESA NIDELCOFF (continuação)
Diante da “massificação” da pedagogia e da sociedade ela propõe que
os professores comecem a atuar com maior participação no processo
educativo e iniciar a criação de uma didática que surja deles mesmos,
que interrompa o processo de despersonalização da educação e, acima
de tudo, possa começar a ser aplicada agora, sem esperar que as
coisas mudem para que as mudanças internas possam acontecer.
A obra de Nidelcoff situa-se entre aquelas que buscam o estudo da
própria realidade como técnica de transformação e mudança.
Principais obras:
realidade
Uma escola para o povo; A escola e a compreensão dae As ciências sociais na escola.
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PENSAMENTO PEDAGÓGICO DO TERCEIRO MUNDO
EMILIA FERREIRO
É argentina radicada no México desde 1967. Doutorou-se em psicologia
pela Universidade de Genebra. Foi orientanda e colaboradora de Jean
Piaget. Há mais de 10 anos desenvolve trabalhos sobre a Psicogênese da
língua escrita.
Foi professora em inúmeras universidades latino-americanas e européias.
Atualmente exerce a função de professora titular do centro de pesquisa
de estudos avançados do Instituto Politécnico Nacional do México e
trabalha como pesquisadora do Centro de Internacional de Epistemologia
Genética.
A teoria de Emilia Ferreiro nasce do bojo da América Latina, onde a
evasão e retenção progridem de forma alarmante. Como uma importante
saída para esta problemática, Emilia Ferreiro repensa o processo de
aquisição da escrita e da leitura.
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Teorias Pedagógicas Prof.
PENSAMENTO PEDAGÓGICO DO TERCEIRO MUNDO
EMILIA FERREIRO (continuação)
A autora pesquisou a psicogênese da língua escrita, verificando que as
atividades de interpretação e da produção da escrita começam antes da
escolarização, e que a aprendizagem dessa escrita se insere em um
sistema de concepções, elaborado pelo próprio educando, cujo
aprendizado não pode ser reduzido a um conjunto de técnicas perceptivomotoras.
Principais obras:
escritura
processo
Outra educadora argentina, ANA TEBEROSKY (1943), vem
acompanhando o estudo e a pesquisa de Emilio Ferreiro na Espanha.
Para elas o uso de cartilha na alfabetização é obsoleto, pois a criança já
dispõe de conhecimento sobre a escrita antes de entrar na escola.
É a partir desses estágios de conhecimentos que o educador deve
desenvolver sua prática pedagógica.
Los procesos constructivos de apropriación de la(1982), Psicogênese da língua escrita; Alfabetização em(1986), Reflexões sobre alfabetização (1985).
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PENSAMENTO PEDAGÓGICO DO TERCEIRO MUNDO
JUAN CARLOS TEDESCO
É um dos mais respeitados sociólogos educacionais da América Latina.
Nasceu na Argentina, foi professor da Universidade de La Prata, na
Argentina, e da Flacso (Faculdade Latino-americana de Ciências
Sociais). Foi também diretor do escritório regional da Unesco, com sede
em Santiago, no Chile. Atualmente é diretor do Bureau Internacional de
Educação da Unesco, com sede em Genebra, na Suíça.
Os estudos de Juan Carlos Tedesco o levaram à conclusão que a
qualidade da educação e seu maior ou menor dinamismo e eficiência
não têm relação direta com seu caráter público ou privados dos
estabelecimentos de ensino, e sim com a capacidade de levar à frente
uma gestão autônoma.
Entre os seus livros destacamos:
eduação
El desafio educativo e Sociedade da(1983).
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PENSAMENTO PEDAGÓGICO BRASILEIRO
FERNANDO DE AZEVEDO
Educador, sociólogo e humanista brasileiro. Nasceu em São Gonçalo
do Sapucaí, em Minas Gerais, e faleceu em São Paulo. Foi professor
de Sociologia na Universidade de São Paulo, de cuja faculdade de
Filosofia foi o diretor. Como diretor do Departamento de Educação do
Estado de São Paulo promoveu várias reformas pedagógicas.
Membro de diversas associações científicas, brasileiras e estrangeiras,
Fernando de Azevedo atuou como especialista da Unesco para a
Educação na América Latina. Em 1967 foi eleito da Academia
Brasileira de Letras.
Inclinado inicialmente para os estudos clássicos, firmou depois sua
reputação como sociólogo e educador especialmente a partir da
reforma do sistema escolar do Rio de Janeiro.
Principais obras:
seus problemas
A educação pública em São Paulo; A educação e; Cultura brasileira e A educação entre dois mundos.
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PENSAMENTO PEDAGÓGICO BRASILEIRO
MANOEL BERGSTROM LOURENÇO FILHO (1897-1970)
Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro.
Em 1922, comissionado diretor da Instituição Pública, realizou uma
reforma geral no ensino, por solicitação do governo do Ceará, considerada
um dos movimentos pioneiros da Escola Nova no país.
Em 1927 fundou o Liceu Nacional Rio Branco, onde organizou e dirigiu a
escola experimental, participou da fundação da Sociedade de Educação e
do Instituto de Organização Racional do Trabalho. Em 1938 foi convidado
pelo ministro Gustavo Capanema para organizar e dirigir o INEP. Em
1940, publicou o livro
presidiu a Comissão Nacional do Ensino Primário, organizou e secretariou
a I Conferência Nacional de Educação. Em 1944, fundou no INEP a
Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos. Em 1947, ocupou pela
segunda vez a direção do Departamento Nacional de Educação; organizou
e dirigia Campanha Nacional de Educação de Adultos, primeiro movimento
de educação popular de iniciativa do governo federal. Em 1948, presidiu a
comissão designada para elaborar o anteprojeto de Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional.
Tendências da educação brasileira. Em 1941,
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PENSAMENTO PEDAGÓGICO BRASILEIRO
MANOEL BERGSTROM LOURENÇO FILHO (continuação)
Traça importante do pensamento e da ação de Lourenço Filho é o da
inovação. Muitas vezes, foi pioneiro (assinou, inclusive, o Manifesto dos
Pioneiros da Educação Nova, em 1932) e destacadamente um
reformador ou modernizador.
Em seu pensamento, desde os anos 20, o ensino primário foi
preocupação central.
Entre suas obras, destacamos:
Introdução ao Estudo da Escola Nova
(1929),
administração escolar
Tendências da Educação brasileira (1940) e Organização e(1963).
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PENSAMENTO PEDAGÓGICO BRASILEIRO
ANÍSIO TEIXEIRA (1900-1971)
As idéias de Anísio Teixeira influenciaram todos os setores de educação no Brasil
e mesmo o sistema educacional da América Latina. Entre outras contribuições
pode-se citar o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, em Salvador (BA), primeira
experiência no Brasil de promover a educação cultural e profissional de jovens.
Anísio Teixeira nasceu em Caieté (BA). Foi inspetor-geral de ensino e diretor-geral
da Instrução Pública da Secretaria do Interior, Justiça e Instrução Pública da
Bahia.
Esteve nos EUA pesquisando sobre a educação desse país e formou-se em
educação na Universidade de Colúmbia, tornando-se discípulo e amigo do filósofo
e educador norte-americano John Dewey. Em 1935 tornou-se secretário da
Educação e Cultura do Distrito Federal, lançando um sistema de educação global
do primário à universidade. Foi ainda membro do Conselho Federal de Educação,
reitor da universidade de Brasília e recebeu o título de professor emérito da
Universidade Federal do Rio de Janeiro. Morreu no Rio de Janeiro.
Principais obras:
Educação Pública: organização e administração(1935),
Educação não é privilégio
introdução à filosofia da educação
(1956), Educação é um direito (1967) e Pequena(8.ed. em 1978).
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PENSAMENTO PEDAGÓGICO BRASILEIRO
ROQUE SPENCER MACIEL DE BARROS (1927)
Nascido no interior de São Paulo, onde fez estudos primários e
secundários. Cursou filosofia na Universidade de São Paulo. Nessa
instituição passou sua vida profissional como professor na área de história
e filosofia da educação, até aposentar-se em 1984.
Além de professor, escreve para o jornal
qual se liga e se identifica profundamente. Foi chefe do Departamento de
Educação, diretor da Faculdade de Educação, membro do conselho
universitário. Participou da reforma da USP e da reforma universitária,
ambas em 1968. Participou ativamente da Campanha em Defesa da
Escola Pública, em 1959. Roque Spencer é pessimista em relação à
educação brasileira. Tem afirmado que a decadência qualitativa do ensino,
a falta de educação dos estudantes, a mediocridade e os movimentos
grevistas o levaram a aposentar-se cedo.
Afirma-se com satisfação como um liberal; seu liberalismo é, sobretudo, um
compromisso de coerência consigo mesmo, isto é, com um pensamento
filosófico que não se propõe a ser uma possível solução política para o
futuro, nem uma resposta aos problemas concretos da sociedade em que
vivemos.
O Estado de São Paulo, com o
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PENSAMENTO PEDAGÓGICO BRASILEIRO
ROQUE SPENCER MACIEL DE BARROS (continuação)
Para ele, o liberalismo não se preocupa com os problemas, uma vez que
se propõe uma sociedade em que os problemas de sobrevivência já
estejam resolvidos para todos.
Para Roque Spencer, a defesa do liberalismo se resume,
fundamentalmente, no ataque ao consumismo.
O grande amor que Roque Spencer tem pelo conhecimento fez dele um
excelente acadêmico, culto, erudito, autor de vários livros. No entanto, ao
discorrer sobre os problemas sociais tais como o analfabetismo, o
desemprego, a miséria, encontra explicações e apresenta soluções que
não ultrapassam o senso comum.
Principais obras:
brasileira e a idéia de universidade
Diretrizes e Bases da educação Nacional e A ilustração(1986).
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